domingo, 12 de outubro de 2008

Personalia - D. Francisco Manuel de Melo

Desenho de Victor Couto


Nasceu em Lisboa, 1608-1666

Filho de D. Gonçalo Mendes de Sá e D. Inês de Melo, segundo a Wikipedia pt

(na Wikipedia inglesa diz que o pai se chamava D. Luiz de Mello e na francesa diz que a mãe se chamava D. Maria de Toledo... alguém anda enganado.)

Numa outra ficha da Wikipedia, aparece informação contraditória que tanscrevo para verificar:

"Il naquit à Lisbonne dans une famille de haute noblesse : Par son père il appartenait à la famille espagnole des Manuel qui descendait du roi de Castille D. Fernando, le "Saint", du XIIIe siècle, qui reconquit sur les musulmans une partie de l'Andalousie. Il était aussi parent des Bragance de Portugal, et avait avec le VIIIème duc de Bragance, D. João (1604-1656), qui devait devenir son nouveau roi, en 1640, (Jean IV), un ancêtre commun, le IIIème duc de Bragance exécuté à Évora, en 1483, sur l'ordre du roi D. João II de Portugal. Le père de D. Francisco, militaire mourut en 1615, dans l'île de São Miguel, des Açores, laissant, outre le jeune orphelin, une fille, Isabel. La mère de Melo, Doña Maria de Toledo de Maçuellos, était fille d'un "alcalde mayor" d'Alcalá de Henares, et petite-fille du chroniqueur et grammairien portugais Duarte Nunes de Leão. Melo fit ses études au collège jésuite de Lisbonne, appelé "Colégio de Santo Antão", études interrompues par lui dès l'âge de 17 ans, pour s'engager dans l'armée. C'est ce qu'il expliquera , en 1636, dans sa première lettre à D. Francisco de Quevedo : "... parce que dès les premières années, avec mon père, me manqua qui me disposa aux emplois dignes des hommes de bien. La liberté, plus qu'autre chose, m'amena à embrasser la carrière des armes, et cette vie de soldat (si une telle inquiétude peut s'appeler vie), je la suivis jusqu'à maintenant..." Dès cet âge de 17 ans, il aurait écrit un petit traité de mathématiques Concordancias Matemáticas de antiguas y modernas hipótesis, et à 18 ans, une nouvelle intitulée Las finezas malogradas, œuvres qui ont été perdues.

Esta versão francesa é mais correcta.

O pai, D. Luis de Melo morreu em 1615 numa visita à propriedade de Ribeira Grande, na ilha de S. Miguel, Açores.
Pensa-se D. Francisco terá tido a sua educação académica num colégio de Jesuítas (provavelmente, no colégio jesuíta de Santo Antão, onde terá estudado humanidades). Como pretendia seguir a carreira das armas, a exemplo do pai, estudou matemática (ref. Wiki pt).

Professores:

Jesuita Baltasar Teles

Vida e obra notável.

Obra:

Facsimile de Teodósio II - 1648 (edição de 1944)

Cuarenta Sonetos

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No livro de Edgar Prestage; Oxford University Press, 1922, que está online em http://www.questia.com/read/1273088?title=D.%20Francisco%20Manuel%20de%20Mello pode-se ler de novo a referência a D. Luis de Mello:

His soldier father, D. Luis de Mello, died in 1615 when on a visit to the family estate at Ribeira Grande in the island ofSt. Michael, Azores, leaving two young children D. Francisco and D. Isabel to be brought up by their mother, a Spanish lady of means, D. Maria de Toledo de Maçuellos, daughter of the Alcaide-mór of Alcalá de Henares and grand daughter of the chronicler Duarte Nunes de Leão.They were then living at a house in the Calçada do Combro in Lisbon, situate inthe parish of St. Catharine, the registers of which contain entries of the marriage of D. Francisco's parents, his own baptism and that of his sister.

Faz referência a que Francisco Manuel de Melo entraria para o Palácio Real aos dez anos.

Nas notas desta referência ver: A facsimile of his baptismal certificate together with 121 documents relating to him will be found in my biography, D. Francisco Manuel de Mello; esboço biographico, pub­lished by the Lisbon Academy of Sciences, Coimbra, 1914.

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Poema Saudades

Serei eu alguma hora tão ditoso,
Que os cabelos, que amor laços fazia,
Por prémio de o esperar, veja algum dia
Soltos ao brando vento buliçoso?
Verei os olhos, donde o sol formoso
As portas da manhã mais cedo abria,
Mas, em chegando a vê-los, se partia
Ou cego, ou lisongeiro, ou temeroso?
Verei a limpa testa, a quem a Aurora
Graça sempre pediu? E os brancos dentes,
Por quem trocara as pérolas que chora?
Mas que espero de ver dias contentes,
Se para se pagar de gosto uma hora,
Não bastam mil idades diferentes?


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Obra do bisavô de Francisco Manuel de Melo, Duarte Nunes de Leão:


Origem da lingoa portvgvesa (facsimile)


Duarte Nunes de Leão, jurista, linguista e historiador português, de origem judaica, nasceu em Évora, provavelmente em 1530, e morreu em Lisboa em 1608. Formou-se em Direito Civil pela Universidade de Coimbra, desempenhando mais tarde o cargo de desembargador na Casa da Suplicação. Defendeu a anexação de Portugal por Castela, mas foi depois mal recompensado pelos governantes filipinos, que lhe moveram ou deixaram mover perseguições, certamente explicáveis pelo antissemitismo corrente na época. A sua obra cobre fundamentalmente três áreas: o Direito, a História e os estudos linguísticos. Na primeira, publicou diversas colectâneas de documentos. A estes trabalhos parece ter dedicado a década de 1560. No capítulo da historiografia, deixou-nos algumas interessantes investigações de carácter biográfico e genealógico sobre a casa real portuguesa, e ainda uma Descrição do Reino de Portugal , que data de 1610. A terceira dimensão da sua obra é porventura a mais relevante. Nunes de Leão publicou estudos pioneiros sobre o nosso idioma. Em 1576 veio a lume uma Ortografia da Língua Portuguesa , em que se assumiu como o fundador, no nosso país, dos estudos ortográficos. Em 1606 publicou uma Origem da Língua Portuguesa . Sabe-se ainda da existência de outros escritos, nomeadamente nos domínios da lexicologia e da etimologia, que contudo se perderam.
Duarte Nunes de Leão.


In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-11-03].
Disponível na www: .

Leis extravagantes/ collegidas e relatadas pelo licenciado Dvarte Nvnez do Liam per mandado do muito alto & muito poderoso Rei Dom Sebastiam nosso Senhor] .- [Em Lisboa: per Antonio Gonçaluez, Anno 1569.

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