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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Personalia * Padre Jaime

Personagem de fantasia nos romances 1613, 1617 e 1621.

Nenu cruzara-se com o trabalho de um jesuíta em Goa: Padre Jaime, amigo dos maratas e estudante dos aiurvedas. Este padre, um tanto rebelde e muito independente,
tinha recuperado um templo secreto no qual, sem saber, estava escondida uma pedra mítica para o povo marata.

Foi preso no Palácio do Sabaio, inicialmente por ter opiniões sebastianistas, e depois por ser acusado de bruxaria e feitiçaria.

As suas experiências de perfumaria, sobretudo destilação, foram vistas como uma actividade de magia branca, alquimia ou outra suspeição indefinida.

Depois de uma primeira fuga para Timor, voltou a Goa por causa dos seus livros fazendo-se passar por Frei Simão da Montanha (outro dominicano que viveu e desapareceu numa missão algures pelas Pequenas Sunda finais de XVI, XVII).

Amigo de Frei Belchior da Cruz, dominicano, que de facto viveu de facto em Mena, Timor no século XVII.

Careca:

"Coçou a careca a pensar que desta vez iria experimentar a receita chinesa com pau de campeche e sulfato de ferro." 1617 - pag. 64, 1ª Edição

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Personalia * Guzmán de Toledo

Guzmán de Toledo personagem de ficção do "1617" volta a estar presente no "1621".

Ao salvar Doña Maria de Toledo de Maçuellos torna-se no mestre de armas do jovem D. Francisco Manuel de Melo, um ano antes de este ir para a corte.

Durante a sua estadia em Lisboa cruza-se com o cónego da Sé de Lisboa, Vicente Nogueira (1586 - 1654), que na altura morava nas Portas do Mar, segundo http://www.arlindo-correia.com/060107.html.

Assiste à chegada de Filipe III a Lisboa.

Visita na prisão do castelo de Lisboa, D. Jerónimo de Azevedo e acaba por fugir para Madrid depois de uma traição ao seu amigo Heitor Teixeira, alcaide do cárcere dos Estaus.

Em Toledo encontra Christian Van den Bosch, infeliz encontro, em que também engana Francisco Rodrigues Silveira que lhe dá a morada de Peter Cornelius na Groninga.

Parte para Amesterdão onde quase se cruza com Peter na Dam. Segue os seus passos, por causa do negócio de armas na Sabóia, conseguindo apanhar uma pista queo leva a Gorkum, um dia depois da fuga de Hugo de Groot. Percebendo que Peter está envolvido, oferece os seus serviços ao intratável comandante Jacob Prouninck.

É assim que está em casa do tio de Peter, na Groninga, quando ele chega com Constance e Miguel de longa viagem.

O duelo terá consequências imprevistas.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Personalia - Duque de Alba

29 de 1507–11 de Dezembro 1582


Don Fernando Álvarez de Toledo y Pimentel, 3º Duque de Alba (em castelhano: Don Fernando Álvarez de Toledo y Pimentel, tercer duque de Alba)

General espanhol e governador da Flandres (1567-1573), chamado "o duque de ferro" pelos protestantes dos Países-Baixos por causa da sua rudeza e crueldade.

Histórias das atrocidades dos tércios fazem parte, para neerlandeses e ingleses, de uma certa literatura anti-espanhola, que constuitui parte da Lenda Negra.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Personalia - Samuel Palache

Fez 1550 - Haia 1616

Nome cristão: Manuel Diaz

Avós expulsos de Espanha em 1492.

Viagens de Samuel num periodo de treze anos cruzando os reinos de Filipe III; James I; Louis XIII; Maurice de Nassau; Ahmed al-Mansur; Zidan Maali:

1603 - Espanha - é possível que seja ao serviço de al-Mansur?
1607 - Bayone - Espanha
1607 - Safi - Marrocos (ref. Duarte Fernandes em 21 junho de 1617)
1608 - Saint-Jean-de-Luz - França
1608 - Chegam na Primavera a Amesterdão - data de 8 de Abril o pedido de passaportes.
1608 - Safi - Marrocos (ref. Coy)
1608 - Tetuan - Marrocos
1609 - Haia - Amesterdão - Fevereiro pediu três navios em nome de Zidan
1609 - Países-Baixos - Março? Entregam dois navios comandados por Wolfert Hermansz (Samuel navegou num deles) - consórcium com Jan Janz, Carel de Jonge, Symon Willemsz Nooms e associados. Primeiro processo contra Samuel: doc. no. 368 in Studia Rosenthaliana 5 (1971): 112.
1609 - Marrocos - quatro ou cinco meses... Onde andaram os dois navios?
1609 - Países-Baixos - Agosto - regressou com o embaixador Hammu ben Bashir (em Outubro Moisés Palache estava em Paris...)
1610 - Haia - Neerlândia - Junho acompanha o embaixador Ahmad ben Abdallah al-Hayti al-Maruni, aka Ahmed Elhaitia Biscaino
1610 - Marrocos - Samuel levou pedras preciosas de Marrocos segundo um relatório do mercador Jorge de Henin, agente secreto dos espanhois na corte de Mulei Zidan.
1611 - Haia - Neerlândia - Janeiro, assinatura do tratado com embaixador de Marrocos, e Moisés já fazia parte do grupo de intérpretes.
1611 - Haia - Neerlândia - Vive oficialmente como "Agente Estrangeiro" e pede autorização para partir para Marrocos com o embaixador.
1611 - Plymouth - Inglaterra - talvez a caminho de Marrocos?
1612 - Marraquexe - Marrocos um ano...
1613 - Regressa a Haia
1614 - Marrocos
? Londres - Inglaterra
1615 - Marrocos (Chega a Amesterdão Isaac Uziel de Fez )
1616 - Tribunal de St. James, Londres, Inglaterra
(Conde de Gondomar embaixador espanhol vs Noel de Caron embaixador neerlandês)
Morreu depois de regressar de Londres.
Enterrado em Oudekerk aan Amstel (existe paisagem do cemitério pelo pintor Jacob van Ruysdael )
Importantes referências de época por Jorge de Henin (Hennin) ou George Henin (wallon?). Era um comerciante e informador, ou espião, de Filipe III.

Personalia - Moisés Palache

Também Mose, Moses, Moshe, Musa.

1607?
1609 - em Outubro Moisés Palache estava em Paris
1612 - Agosto apresenta-se em Haia o embaixador, Ahmed al-Gazzali, com destino a França. Moisés acompanha-o a Paris.
1613 - regressa a Haia.
1618 - chega a Marrocos.

Filho de Joseph Palache e Benvenida.
Neto de Isaac Palache? Talvez rabino de Fez (ref. regulação do ano 5348/1588 - A History of the Jews in North Africa By Haim Zeev Hirschberg - pag. 212)

Irmãos de Moisés:
Joshua
Isaac - vivia em Salé em 1623 onde era alfaqueque - converteu-se ao portestantismo em 1633
Abraham
David

Sobrinho de Samuel Palache.

Ajuda: só tenho um registo de um filho de Samuel e Reina: Isaac (que era menor em 1616) - alguém sabe mais sobre os outros filhos?

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Personalia * Christian Van den Bosch


Christian Van den Bosch, personagem de ficção do "1617" volta a estar presente no "1621". Amigo de Peter Cornelius ajuda-o na viagem e a tomar conta da criança (Miguel Molan).
Nasceu em Bruges por volta de 1549. Foi educado pelos pais até aos doze anos e entregue como pagem a D. Luís de Quijada que o levou para a Alemanha ao serviço de D. Carlos V. Conheceu "Jeromin" que mais tarde seria D. Juan de Áustria. Viveram juntos em Villagarcía de Campos, perto de Valladolid no castelo do senhor de Quijada. Ambos foram educados por Doña Magdalena de Ulloa. Separados na adolescência voltaram a encontrar-se na guerra contra os turcos.
Atravessou os Alpes em 1567 num dos tercios do Duque de Alba, esteve na batalha de Lepanto em 1571, Mook em 1574 e indignou-se com o saque de Antuérpia em 1576. Afastou-se então dos campos de batalha e começou a trabalhar como informador de D. Alejandro Farnesio.
Em 1679, ano da morte de D. Juan de Austria, estáva em Bruxelas ao serviço dos Austrias como espião dos movimentos de Guilherme de Orange. É por essa altura enviado por Farnésio a Madrid, uma aventura que envolvia o nome de D. Ana de Áustria e do Frei Agostinho Miguel dos Santos. Uma intriga de corte que o ultrapassa e o obriga a fugir para não morrer enforcado ou ir parar às galés.
A Flandres católica também não era lugar seguro para ele e partiu para os territórios protestantes onde foi forçado a entrar para um exército mercenário da casa de Orange. É nesta confusão que antecede a União de Utrecht que tem a oportunidade de embarcar em Vlissingen para as Índias Orientais.
Encontrou-se com Peter em 1610 e em Janeiro de 1615 em Jakatra, com cerca de setenta anos de idade, decide regressar à sua terra natal e, acompanha Peter Cornelius na sua viagem a Goa.
Parte só com uma dúvida: se a sua terra natal é em Espanha ou na Flandres.
As aventuras em Goa, sobretudo as de saias, acabam por lhe causar dissabores. Guzman, outra personagem do referido romance e que protagoniza o papel de chefe da polícia, facilmente consegue que o desgraçado seja preso pela Inquisição como herege. É Peter, com a ajuda dos Maratas que o libertará. Fogem para Cochim e daí continuarão viagem a bordo de um navio fretado pelas gentes de nação.