quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Demonia - Lilith


Figura feminina mitológica de origem mesopotâmica, deusa dos ventos e das tempestades, demónio da noite na cultura hebraica. Responsável pelas discussões entre casais. Na cultura árabe é chamada Karina, a sombra das mulheres. Karina ataca sobretudo mulheres grávidas.



Quadro do pintor Pré-Rafaelita John Collier datado de 1887 que quase parece uma Lamia.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Personalia - D. João Coutinho


Reprodução de aguarela realizada em Goa entre 1893 e '95
pelo então Capitão
Manuel de Oliveira Gomes da Costa


D. João Coutinho foi 5º conde de Redondo e vice-rei da Índia entre 1617 e 1619. Ao chegar a Goa deu ordem de prisão ao seu antecessor D. Jerónimo de Azevedo.

Partiu de Lisboa a bordo da nau N.ª Sr.ª da Penha de França em finais de 1617, tendo sido a bordo dessa nau que regressou o Vice-Rei deposto.

Objectu - Nau N.ª Sr.ª da Penha de França

Segundo o comandante António Marques Esparteiro esta nau foi mandada construir por Henrique Gomes da Costa em 1616 e destinava-se à armada de 1617.

Foi nela que nesse ano partiu o Vice-Rei D. João Coutinho com armas e bagagens para Goa.

Nesta nau regressou ao reino sob prisão o Vice-Rei D. Jerónimo de Azevedo por alegadamente ter desviado fundos da fazenda real.

Gostava de verificar as datas de partida e chegada desta nau em 1617:

Considerando que a nau N.ª Sr.ª da Penha de França terá partido em Março/Abril de 1617 e terá chegado a Goa em Setembro/Outubro de 1617.

Poderia ter feito o regresso imediatamente?

O torna-viagem também se fazia em Março. Assim é possível considerar o regresso em Março de 1618 e a chegada a Lisboa em Setembro/Outubro de 1618.

Alguém me pode ajudar a descobrir a data de entrada de D. Jerónimo de Azevedo, como prisioneiro no castelo de Lisboa?

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Personalia - Antoine de Sallettes Sieur de Saint-Mandrier


Caixa contador espanhola do século XVII em madeira de pau-santo e incrustações de marfim, inspirada em modelos italianos da mesma época. Caixa quadrada de 3 gavetas (uma delas simulando ter duas), com magnifica marqueterie em marfim com motivos de enrolamentos entre jarrões. Asas laterais de ferro e pés em marfim posteriores.Med. : 22.5x39.5x29 cm

Antoine de Sallettes (Coindreau), Sieur de Saint-Mandrier, também conhecido como Salvaleta, Samandris, San Manrique, Suma Andrea.

Fugido de França em 1611 com dez dos seus homens, por ter participado na morte de um sargento da companhia de Sieur de Saint Pierre, em serviço em Tollon (Toulon). Refugiou-se junto de Charles-Emmanuel I, Duque de Sabóia. Tornou-se capitão de uma companhia de 120 homens e com eles serviu na guerra de Montferrat (1612-1613.)
Diversas vezes pediu a Louis XIII para voltar com os seus dez companheiros. Não tendo sido absolvido, partiu, em nome de Charles Emmanuel, para al-Mamora (Mehdia - Marrocos), munido de cartas de corso.
Parte de Villefranche, na Primavera de 1614 (procuro o nome do barco em que navega até Cartagena), no porto de Cartagena a 30 de Maio desse ano, captura um navio holandês; o "Pavão Dourado" a bordo do qual navega até Mamora em conserva com o outro navio.
Em Mamora, cruza-se com o famoso pirata Henry Mainwaring, que dominava a fortaleza e a bateria norte desse porto natural. A 27 de Junho de 1614 três navios holandeses comandados pelo almirante Jan Evertsen, aliados do sultão Zidan, ocupam a entrada de al-Mamora. Mas, a 3 de Agosto de 1614, chega a frota espanhola de D. Fajardo, vinte galeras e cinquenta navios, que carregavam nove mil e quinhentos homens, que os expulsa a todos, incluindo os holandeses. Henry Mainwaring consegue fugir para Safi, enquanto Saint-Mandrier, vendo-se impedido de fugir para o mar alto, sobe o rio Sebou, preferindo cair nas mãos dos homens de Zidan do que ser preso pelos espanhóis.
Ao entrar na região de Fez foi feito prisioneiro e levado a Zidan que acabou por o tomar ao seu serviço como militar e engenheiro.Durante mais de onze anos realizou para o Sultão do Magreb, acções militares de corso e de engenharia militar, sobretudo na tentativa de construção dos portos de Mamora e Aier.
Caído em desgraça junto do sultão, tentou fugir, com o seu cunhado Saint-Amour, a bordo de um barco francês em 1625 mas os homens de Zidan conseguiram persegui-los e prende-los.

Cerca de um ano depois, a 24 de Abril de 1626, Mulá Zidan mandou decapitar Antoine de Sallettes de Saint-Mandrier.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Objectu - Barcos - Fusta

Ilustração do livro de Jan Huygen van Linschoten
Embarcação comprida de fundo chato, de vela e remo que deriva de uma pequena galé armando apenas dezoito a vinte e dois remos por cada bordo, podendo as maiores chegar aos vinte e cinco remos. Além dos remos armavam um mastro com vela latina triangular. Era a embarcação preferida dos corsários de Salé. Os irmãos Barbarossa (Baba Aruj e Khair ad Din) utilizaram este tipo de embarcações para as operações rápidas nas costas portuguesas, espanholas e francesas. Assim como na conquista turca do Norte de África em nome de Suleiman o Magnífico.


Outros barcos da mesma época: Galeras

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Personalia - Hugo de Groot


Filho de Jan de Groot, curador da Universidade de Leiden, nasceu em Delf a 10 de Abril 1583 e morreu em Rostock a 28 de Agosto de 1645.

Jurista neerlandês. A obra mais conhecida é De iure belli ac pacis (Das leis de guerra e paz, 1625), no qual aparece o conceito de guerra justa e do direito natural.

Em 1608 casou com Maria van Reigersberch (com quem teve quatro filhos e três filhas).

Governador da cidade de Rotterdam em 1613, com direito a assento nos Estados da Holanda e nos Estados Gerais dos Países Baixos Unidos.

Em 1617 De Groot tornou-se membro do Comité de Conselheiros do Partido Arminiano. Em agosto desse ano surgiu um conflito entre os Estados Gerais (arminianos) e a Holanda ( Calvinista) e em 1618, cai numa armadilha organizada pelo príncipe Maurício dando início a um golpe de estado calvinista.

É preso junto com Oldenbarnevelt e Rombout Hoogerbeets em nome dos novos Estados Gerais.

Em 1619 um tribunal especial de 24 juízes julga os prisioneiros políticos, sentenciando à morte Van Oldenbarnevelt (executado em 13 de maio de 1619) e Grotius e Hoogerbeets à prisão perpétua no castelo de Loevenstein.

Hugo Grocius conseguiu fugir no dia 22 de Março de 1621 dentro de uma mala de livros.



Hugo Grotius definiu o direito natural como um julgamento perceptivo no qual as coisas são boas ou más por sua própria natureza. Com isso rompia com os ideais calvinistas pois Deus não seria a única origem de qualidades éticas.

Tais coisas que por sua própria natureza eram boas estavam associadas com a natureza do Homem.

A República Holandesa tinha sido fundada com base em princípios de tolerância religiosa mas tinha-se tornado numa teocracia calvinista. Como humanista e patriota holandês, Grotius teve problemas com os calvinistas que foram para lá das disputas religiosas: leis internacionais da guerra e a questões de paz e justiça foram questões.

Ficou sobretudo famoso pelas suas teorias sobre o direito natural, foi considerado grande teólogo.

Personalia - Jacob Prouninck

Jacob Prouninck

(Jonker Prouninck geseijt van Deventer)

É uma personagem histórica que faz parte do romance "1621". Foi comandante do castelo de Loevenstein onde esteve prisioneiro o jurista Hugo de Groot.